Mi?rcoles, 05 de diciembre de 2007

?Porqu? o AMOR ? cego?

Era uma vez um lugar da terra onde se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens. Quando o ABORRECIMIENTO bocejou pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre t?o louca, prop?s-lhes:

- Vamos brincar ?s escondidas?

A INTRIGA levantou as sobrancelhas intrigadas e a CURIOSIDADE, n?o se contendo, preguntou:

- ?s escondidas? Como ? isso?
- ? um jogo- explicou a LOUCURA- em que eu tapo a cara e comen?o a contar desde um at? um milh?o enquanto voc?s se escondem e quando eu termine de contar, o primeiro que eu encontrar ocupar? o meu lugar para continuar a brincadeira.

O ENTUSIASMO dan?ou, secundado pela EUFORIA, a ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a D?VIDA, e inclusive a APATIA, ? qual nada interessava.
Mas nem todos quisieram participar, a VERDADE preferiu n?o esconder-se. Para qu?? Se, no fim, acabavam sempre por ach?-la, a SOBERBA opinou que era um jogo miuto maluco (no fundo, o que aborrecia era que a idea n?o tivesse sido sua) e a COBARDIA preferiu n?o arriscar-se...

- Um, dois, tr?s...- comn?ou a contar a LOCURA.

A primeira a esconder-se foi a PREGUI?A, que se deixou cair como sempre atr?s da primeira rocha do caminho, a F? subiu ao c?u e a INVEJA escondeu-se atr?s da sombra do TRIUNFO, que, com o seu pr?pio esfor?o, tinha conseguido subir ? copa da arvore mais alta. A GENEROSIDADE quase n?o podia ocultar-se, cada lugar que encontrava parecia-lhe maravilhoso para qualquer dos seus amigos - um lago cristalino? ideal para a BELEZA; una haste de um ?rvore? perfeito para a TIMIDEZ; o voo de uma borboleta? o melhor para a VULUPTUOSIDADE; uma rajada de vento? magn?fico para a LIBERDADE.
Assim, acabou por econder-se num raiozito de sol. Por seu lado, o EGO?SMO encontrou desde o princ?pio um lugar muito bom, ventilado, c?modo... mas s? para ele.
A MENTIRA ocultou-se no fundo dos mares (mentira, a verdade ? que se escondeu atr?s do arco-?ris) e a PAIX?O e o DESEJO no centro dos vulc?es. O ESQUECIMENTO... esqueci-me onde se escondeu mas isso n?o

Quando a LOUCURA contava 999999, o AMOR ainda n?o tinha encontrado s?tio para se ocultar, j? que estava tudo ocupado... at? que divisou uma roseira e enternecido decidiu esconder-se entre as flores.

- Um milh?o - contou a LOUCURA e comen?ou a procurar.

A primeira a aparecer foi a PREGUI?A s? a tr?s passos de uma pedra. Despois ouviu-se a F? no c?u, discutindo com Deus sobre Zoologia e a PAIX?O e o DESEJO, sentiu-os vibrar nos vulc?es.

Num descuido, encontou a INVEJA e, claro, P?de deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGO?SMO n?o teve nem de procur?-lo. Ele mesmo saiu disparado do seu esconderijo, que acabara por ser um ninho de vespas. De tanto caminhar sentiu sede e ao aproximar-se do lago, descobriu a BELEZA, e com a D?VIDA foi ainda mais f?cil, pois estava sentada numa cerca sem decidir de que lado ocultar-se. Assim foi encontrando todos, o TALENTO entre a erva fresca, a ANG?STIA num gruta escura, a MENTIRA atr?s do arco-?ris (mentira, se ela estava no findo do oceano) e at? o ESQUECIMENTO... que j? tinha olvidado que estava a brincar ?s escondidinhas, mas s? o AMOR n?o aparecia em nenhum lado.

A LOCURA procurou atr?s de cada ?rvore, debaixo de cada riacho do planeta, no cume das montanhas e quando estava para dar-se porn vencida divisou uma roseira e as rosas... Apanhou uma foruilha e come?ou a mexer os ramos, quando de repente se ouviu um grito doloroso. As espinhas tinham ferido o AMOR nos olhos; a LOCURA n?o sabia que fazer para desculpar-se, chorou, rogou, implorou, pediu perd?o e at? prometeu ser o seu guia.


Desde ent?o, desde a primeira vez que se brincou ?s escondidas na terra:

O AMOR ? CEGO E A LOUCURA SEMPRE O ACOMPANHA
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Tags: Amor, ciego, escondite, fábula, locura

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